Telluric Child

Janeiro 16, 2009

Sem subterfúgios, por favor!

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 3:00 am

É a primeira vez desde a criação desse blog (que é bem humilde por sinal) em que comentarei um filme. Não faço isso para transformar esse espaço virtual em um amontoado de críticas e discussões subjetivas sobre filmes, mas, de vez em quando, é bom retirar algum proveito da vasta gama cinematográfica.

Hoje falarei do filme “Os seis signos da luz”. Felizmente (e bota feliz nisso) sou obigado a ridicularizar, sem nenhum remorso, essa grande atrocidade as mentes humanas capazes, pois as incapazes devem ter adorado… O filme trata de um menino que descobre ser o portador de um dom que o permite ter poderes extrahumanos e, além disso, ser a chave para a vitória da luz contra à escuridão. Por favor… Não consigo contar nos dedos quantas histórias sobre luz, escuridão, escolhido existem no mundo! De um “google” e surpreenda-se! E o desenrolar da história ainda piora… o filme é repleto de clichês dos mais batidos como os significados de família, coração, bem e mal… Será realmente que o mundo é tão mágico e bem definido assim? No meu mundo há muita fome e doenças que devastam e desgraçam muitas e muitas pessoas. No mundo mágico dos seis signos da luz um garoto de 14 anos é escolhido para salvar a humanidade das trevas. Como uma divindade pode ser tão incrivelmente burra ao ponto de escolher um menino para salvar a terra? Este, explicitamente no filme, não se importa “picas” com o que vai acontecer ao mundo; o que realmente importa é se ele vai conseguir “bolinar” a namoradinha mais velha do seu irmão.

Não consigo imaginar como deve ter sido a criação desse filme. Acho que ainda existam pessoas no mundo (e muitas, talvez) que ainda acreditam que exista uma definição bem clara do que seja o bem e o mal. Acredito não existir tanta clareza nessas definições tanto quanto essas “grandes obras cinematográficas”  querem provar. Não existe certo ou errado, existem pontos de vista. E enquanto acreditarmos existir escolhidos (que de preferência é sempre um e, claro, nós mesmos), pessoas que tem o dom de ter vários doms nós ainda manteremos uma visão heróica, romântica e, acima de tudo, infantil do que é realmente realidade. Esses filmes só reforçam essa imagem distorcida de que devemos apoiar sempre o bem e, em contraposto, devemos hostilizar o mal.

Por isso não desculpo… não desculpo o diretor por essa porcaria mágica, encantada e cheia da valores morais bonitos e vazios (ele e a Xuxa já devem ter trabalho juntos), não desculpo os atores por uma atuação digna de malhação e, para finalizar não desculpo o infeliz que ousar falar que esse filme é bom.

Agosto 31, 2008

Observação

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 12:45 pm

Interessante observar que o homem é o único animal que não possui nenhuma forma natural para se proteger das hostilidades que a natureza, por si só, produz. Qual seria então o objetivo de se criar um ser que não fosse “apto” a viver dentre esses conformes? “Design Inteligente” ou apenas puro acaso?

 

Y. Jahara

Agosto 13, 2008

Criatividade sem limites

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 1:58 pm

http://producten.hema.nl/

É só esperar carregar e pronto!

Julho 25, 2008

Na África existe neve!

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 1:18 pm

Para quem é tão curioso quanto eu o nome dessa raridade é Kilimanjaro. Seu monte ultrapassa mais de 5 mil metros e é considerado o ponto mais alto da África. Por ser muito alto sua temperatura pode ser comparada a temperatura dos pólos e, por isso, a presença de neve o ano inteiro. O clima do pico do monte chega a ser tão incrivelmente frio que, em certas estações do ano, produz-se um fenômeno climático chamado neve eterna*. Quem poderia imaginar que na África, um dos climas mais quentes do planeta, poderia conter uma paisagem tão dicotômica como um monte coberto de gelo. Lembrando que dentro do Kilimanjaro existe um vulcão inativo que, de tempos em tempos, expele fumaça e vapor, descongelando parte da crosta gelada do pico. Não se sabe se um dia o vulcão se tornará ativo novamente.

Infelizmente esse mosaico da natureza está desaparecendo. Por causa do aquecimento global (virou moda, eu sei) toda a cobertura branca do monte está cada vez mais escassa. A estimativa dos cientistas é que ela desapareça até 2020. O que é uma pena, pois além de armazenar grande beleza a neve descongelada é que alimenta alguns dos rios e lagos africanos. Podemos até imaginar as consequências para todo o bioma africano…

* Neve enterna: Neve produzida na estação mais fria e que possui uma durabilidade muito maior, ou seja, demora a derreter.

Y. Jahara

Julho 23, 2008

Reflexão (2)

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 10:38 pm

“Será um daqueles que fingem dar apenas para auferir dádivas?”

Desafio alguém (até mesmo eu) encontrar um ato, uma ação livre de recompensas, nem mesmo que essas sejam mínimas.

” O mundo não é corrupto, nós é que somos românticos”

- Dimitri Henz -

Julho 21, 2008

Vênus de Milo

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 2:46 pm

Apenas uma curiosidade: Diz a lenda que foram os gregos que quebraram os seus dois braços por estarem inconformados em ver sua obra-prima nas mãos dos franceses. No todo a verdadeira Vênus de Milo segurava uma maça na mão esquerda (com o braço levantado) e a outra se encontrava apoiada em sua cintura. Pronto, mistério solucionado (pra quem se interessa, claro).

Y. Jahara

Voltando do além

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 1:45 am

Bom, retornando dos mortos finalmente eu estou de volta! Desculpem a grande ausência a todos os meus fãns (nenhum) e também aos que procuram todos os dias notícias interessantes (claro) no meu querido e muito famoso BLOG. Enfim, queria hoje falar de um assunto bem leve pois não me encontro em total saúde e equilíbrio. Afinal quem conseguiria ficar são após receber a drástica notícia de que um dos maiores ícones da antiguidade e da atualidade faleceu? Nossa querida Dercy Gonçalves, grande diva da TV brasileira; que o diabo a tenha maldita velha desbocada dos infernos. Finalmente provamos que a imortalidade dos famosos não passa de uma ficção e que mais cedo ou mais tarde veremos nossos domingos livres de Silvio Santos, Fausto Silva, Gugu Liberato, entre outros. Bom, voltemos ao assunto. Hoje dou minha atenção à amizade.

 

Como todos sabem hoje é o dia internacional da amizade, ou seja, mais um dia burguês para se extorquir dinheiro; assim pensavam os grandes empresários e publicitários. Mal sabiam do engano que cometeram. Amigo nunca tem dinheiro, logo, nunca irá te dar presentes. Ainda mais se tratando de um dia que nem ao menos é seu aniversário, pois nem no aniversário ele te dará algo. Provavelmente te dará um feliz dia dos amigos pelo tão aclamado ORKUT (quando não manda aqueles textos purpurinados com ursos e animaizinhos sorrindo dizendo o quão bom é ser seu amigo), ou também poderá te mandar um “FELIZ DIA DOS AMIGOS” por torpedo “cool sms” (se você for TIM um beijo e um abraço). Resumindo, não espere nada de grandioso; na verdade, não espere é NADA! Afinal quem inventou esse dia? É absurdo pensar que os amigos, seres tão importantes em nossas vidas, sejam apenas agradecidos e idolatrados somente por um dia! Amigo que é amigo trabalha todos os dias 24 horas, disponibilizando a sua atenção a qualquer momento que você necessite. Os amigos merecem muito mais que um simples dia, assim como os pais, as mães etc. As pessoas estão tão desgovernadas que atualmente até dia para elas celebrarem as pessoas que envolvem suas vidas têm. Assim nós garantimos um falso respeito pelo próximo. Uma preguiça na atitude de se comemorar quando quiser, de agradecer quando sentir vontade e de presentear as pessoas que estão dia a dia do seu lado te aconselhando e te oferecendo colo.

 

Reflita se há necessidade de realmente se mandar uma mensagem ou o que for para o seu amigo. Se ele for realmente seu amigo (e tiver o mínimo de maturidade) não se importará que você não se manifeste neste dia em especial. Até porque se ele ligar quer dizer que o dito cujo adora por sua amizade em risco por uma frase não verbalizada (se você for um desses sinto muito pela abominável criatura que consideras seu “BF”). Enfim, concluindo o assunto eu só gostaria de dizer um obrigado a todos os meus grandes amigos. Obrigado por transformarem uma simples classificação em algo bastante valioso e bonito.

 

Para os curiosos de plantão a origem do dia do amigo é argentina. Esse dia foi criado por ser o mesmo dia em que Neil Armstrong pisou na lua e por isso a homenagem aos possíveis vínculos além de nossas fronteiras e também uma homenagem a humanidade por seus esforços.

 

Y. Jahara

Abril 3, 2008

Era uma vez um dia na UFF…

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 1:44 pm

21:10 de 02/04/08- Nesse exato momento existem 40 alunos na sala. Minto, 39. Uma acabou de ‘fugir’. Estou na aula de introdução a psicologia clínica. Para um estudante de psicologia do 1ª semestre ter uma aula de clínica aparentemente o deixaria eufórico. Pena que fora o fato de minha aula começar às 20h e terminar às 22h meu professor é gago, ou seja, fico 2h escutando gemidos monossilábicos seguidos de olhares vazios e sem sentido (ele já fico um minuto e meio em devaneio total). Essa aula é aconselhável somente a pessoas que sofram de insônia crônica. O resto dos normais terá como consequência uma puta entediação.

Acho que é a terceira vez que ele vai explicar o mesmo exemplo, o mesmo autor e o mesmo conteúdo. Olho, para os meus colegas de classe e vejo o surgimento de uma nova tribo: a das pessoas que fazem arte no tédio. Por enquanto o portfólio varia entre estrelinhas no rodapé da folha até caricaturas emos de personagens infantis.

Humm, ele começou a falar sobre hipnose e o fato de toda a crença por trás dela. Só me pergunto uma coisa… Se necessitamos de algum instrumento para hipnotisar, como meu professor consegue me deixar quase em coma sem fazer nada? Nem voz aveludada ele tem. Ele pisca muito o olho. Será essa a técnica?

Enfim, a aula se reduziu a uma dialética entre um colega e o próprio professor. Será que é fisicamente possível ter dúvidas durante 2h de aula? Ou será que o meu colega só está preocupado em não deixar a aula mais paralítica do que o normal? Sendo sincero, não quero saber… Meu único desejo nesse momento é sair da UFF, chegar em casa, comer e fazer durante 8h ou mais o que tanto meu professor me causa: um sono bastante profundo.

Y. Jahara

Fevereiro 27, 2008

Reflexão

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 2:44 pm

Nessas férias tive uma ótima oportunidade de ler alguns livros e de refletir sobre alguns temas. Um dos temas que mais me chamou a atenção foi a maneira de como as pessoas lidam com os seus dias e o aproveitamento do mesmo. Fiquei perplexo com a grande discrepância das pessoas de um mesmo convívio. Enquanto uns pensam em só aproveitar o dia em que se vive (um carpe diem pra lá de clássico) outros transferem todos os seus objetivos para um futuro indeterminado. Qual será o mais certo a ser seguido? Acredito que nenhum dos dois. Imaginemos a situação do primeiro, da pessoa que segue a filosofia do ‘carpe diem’. A maioria se defende atrás de frases tolas como: ‘… mas eu nem sei se vou estar vivo amanhã…’. Bom, e se estiver? Como viver em um mundo capitalizado sem ao menos ter um alicerce econômico como garantia? A resposta é que não vivem… Cada vez mais aparecem casos de filósofos do ‘carpe diem’ voltando para a casa dos pais ou até mesmo vivendo com um mísero salario mínimo dentro de um quarto/sala com mais cinco pessoas. O real carpe diem não parece tão bonito quanto nos filmes né? Está bem longe de ser bonito. Agora é a vez de analisarmos os famosos ‘empurra com a barriga’ (estou pegando pesado hoje hein). Esses, diferente dos adpetos do carpe diem, tem um alicerce bom e estruturado. A questão é: Quando usarão? Nunca. Pessoas que pensam demasiadamente no futuro não lidam com as chances do presente, ou seja, preferem depositar suas felicidades e sonhos em um futuro onde não haverão mais problemas e todas as angústias e decepções desaparecerão. Pena que esse tipo de futuro só existe em filmes da Xuxa. O que acontece é que essas pessoas esperam tanto que quando se dão conta já estão com sessenta anos, sem forças e amarguradas por terem perdido uma vida inteira somente com planejamentos. Ah, e de brinde percebem que as angústias só aumentam (não é a toa que atualmente histórico de câncer nas famílias é tão comum).

Se você, leitor, se encaixa em alguns dos dois não se entristeça. Seus problemas acabaram rs. Proponho uma fusão de filosofias. Chamemos de filosofia da fração. Divida seu dia em três partes. Doe um pouco para o ‘carpe diem’. Aproveite as chances do dia, viva ele intensamente e termine com a sensação de que se fosse necessário poderia morrer hoje (mas torcendo pra que não precise rs). Deixe um pouco para o seu futuro. Estude, economize, faça planejamentos para o seu ano. Procure sempre estar atento as oportunidades que estão chegando. E lembre-se: Uma pessoa prevenida é uma pessoa que vai te mandar um cartão postal dos quintos dos infernos falando que nunca foi tão feliz e rica. E, claro, não esqueça de guardar o resto de tempo para você mesmo. Dance, cante, interprete, faça malabares na rua e/ou se não quiser não faça nada! Afinal já dizia um grande filósofo: As vezes grandes invenções surgem nos intervalos do ócio.

Y. Jahara
 

Fevereiro 17, 2008

Apenas uma história.

Arquivado em: Uncategorized — jahara @ 10:11 am

Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim, um animal feito para voar livre e solto do céu, alegrar quem o observasse.

Um dia, uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele. Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção. Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia.

Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.

Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.

E sentiu-se sozinha.

E pensou: “Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.”

O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola.

Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: Mas você é uma pessoa que tem tudo.” Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá- lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio – e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.

Um belo dia, o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele.

Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.

Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.

Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater à sua porta.

“Por que você veio perguntou à morte.

“Para que você possa voar de novo com ele nos céus’; respondeu a morte. “Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais, – entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo.”

Dedicado a uma pessoa especial…

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